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Ausência do pai ou da mãe: como enfrentar esse desafio?

Nunca é fácil criar um filho sozinho. Mas é mais difícil ainda para a criança superar a ausência do pai ou da mãe. É preciso ter um cuidado extra para evitar problemas na autoestima, na confiança e em diferentes áreas da vida.

Afinal, como entender que, de uma hora para outra, um dos genitores simplesmente deixou de aparecer? Como aceitar que aquela pessoa que brincava e aproveitava seus dias junto com a criança sumiu?

Seja porque faleceu, seja porque houve um divórcio complicado, a ausência de pai ou mãe é uma situação complexa e que exige muito cuidado da outra parte. Por isso, neste post vamos abordar o que fazer nesse caso para ajudar seu filho a superar essa perda.

Confira!

 

Como contar sobre a ausência do pai ou da mãe?

Você pode tentar ignorar a situação, mas a criança vai perceber e questionar. Por isso, é melhor contar a verdade e ajudá-la a superar a situação. Perceba que é preciso ter um cuidado extra, porque existe um limite de compreensão para os pequenos.

Por exemplo: se um dos genitores foi embora e não indica vontade de retornar, uma ideia é dizer que ele ou ela viajou para um lugar distante, sem destino conhecido. Os detalhes da situação — por exemplo, a mãe foi embora porque traiu o pai ou este trocou aquela por uma mulher mais nova — devem ser evitados.

Conforme a criança disser que sente saudades, é melhor adotar uma postura que deixe de lado as desavenças. Para isso, responda algo como: “talvez ele pense em você. Quer tentar ligar?”.

Se essa postura não for possível, explique o que aconteceu e sempre dê um tom positivo. Nunca fale algo como: “seu pai/sua mãe tem outra família, não se preocupa com a gente, é um bandido…” e por aí vai. Esse tipo de comentário deve ficar somente entre os adultos.

Perceba que a ideia é trazer conforto e se comunicar sempre com o seu filho. O objetivo é ajudá-lo a aceitar o que acontece e superar esse obstáculo. Lembre-se de que ele precisa de um apoio — e você deve assumir esse papel.

 

Como substituir a figura que deixou de estar presente?

É impossível substituir a ausência de um dos genitores. O importante é estar sempre presente e oferecer afeto, educação e atenção. Ao adotar esse comportamento, a criança começa a perceber que a situação ocorrida não é sua culpa — afirmação que é preciso ser reafirmada sempre.

Quando o seu filho ter atitudes inapropriadas ou sentir raiva, esteja ao seu lado e mostre que é normal ter esses sentimentos confusos, mas nunca é correto agir dessa forma ou fazer birras. Ao tomar essa atitude, o pai ou a mãe mostra que é forte e passa confiança para a criança.

Ainda assim, deixe-a liberar a angústia e a dor que sente, inclusive com a ajuda de um profissional, como um terapeuta ou psicólogo. Nem sempre é preciso ter alguma reação, mas é importante estar atento aos comportamentos e a possíveis dificuldades escolares.

Mais que isso, ensine o perdão, mesmo que você tenha dificuldades com isso. É fundamental mostrar para a criança que é preciso continuar e curar as feridas para que ela tenha uma vida

 

Como evitar que a ausência do pai ou da mãe marque a vida do filho?

O ideal é ajudar a criança a superar essa etapa e fazer com que esse não seja um fator determinante em sua vida. Nesse processo, é possível que os tios, avós ou um novo parceiro sirvam de exemplo e assumam esse papel na criação. No entanto, nunca substituirão efetivamente a figura que sumiu.

Por isso, sempre serão os seus valores e ensinamentos que farão a diferença. É a partir desse aprendizado que ele moldará seu caráter e terá uma vida plena e feliz.

Assim, fica claro que cabe ao responsável ajudar o filho a enfrentar essa dificuldade e seguir em frente. Nem sempre é fácil passar pela ausência do pai ou da mãe, mas é imprescindível deixar seus próprios sentimentos de lado e ajudar a criança nesse momento difícil.

E você, já passou por essa situação? Que comportamento surtiu efeito positivo? Quais foram suas principais dificuldades? Conte pra gente deixando seu comentário!

 

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