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Bebê prematuro: existe algum cuidado especial com a vacina?

O bebê prematuro tem uma condição especial. Nascido antes do tempo, ele exige cuidados diferenciados, inclusive no que se refere à vacina. Afinal, o recém-nascido se enquadra nesse contexto costuma ter vias aéreas de calibre menor, sistema imunológico ainda imaturo e problemas com a amamentação.

Toda essa situação exige atenção a algumas particularidades. Porém, o que os pais podem fazer? Quais cuidados devem ter? Existe algo específico que precisam realizar para evitar problemas com a vacinação em bebês prematuros?

Vamos trazer as respostas a essas perguntas neste post. Acompanhe!

Como funciona a vacinação em bebê prematuro?

O prematuro é a criança que nasceu com menos de 37 semanas de gestação. O normal são 40 semanas, mas a partir das 38 semanas costuma não haver problemas. Nesses casos, é utilizado o termo idade corrigida.

Ele se refere à subtração da idade após o nascimento, isto é, o tempo que faltou para completar 40 semanas. Esse é o caso, por exemplo, do bebê que nasce com 36 semanas de idade gestacional. Faltavam 4 semanas para finalizar 40, então, quando fizer um mês, terá 0 dia de idade corrigida.

Apesar dessa contabilização, o que vale para as vacinas é a idade cronológica, ou seja, a partir do nascimento. Por isso, o calendário não sofre grandes alterações. Se a criança não tiver um quadro mais grave, a aplicação ocorre na ordem cronológica, com a dose total.

Isso significa que esperar para a criança ganhar mais peso é um mito. Na maioria dos casos, o que vale é a vacinação comum, mesmo que o bebê seja pequeno.

Existem exceções para o bebê prematuro?

Alguns bebês prematuros exigem um cuidado especial. Aqueles que nascem antes de completar 28 semanas de gestação apresentam maior chance de contrair o vírus sincicial respiratório (VSR). Por isso, alguns deles permanecem internados, inclusive na UTI.

Nessas situações, o médico pode indicar a vacina chamada palivizumabe. Esse recurso é recomendado somente para crianças bastante prematuras, sendo que a injeção é aplicada mensalmente durante um ano.

Outra exceção é a vacina BCG, que protege contra a tuberculose. Para recebê-la, o bebê precisa ter, pelo menos, 2kg.
Ainda existe uma pequena alteração na aplicação da vacina contra a hepatite B. Para os prematuros, ela costuma ser ministrada em quatro doses, em vez de três.

Tenha em mente que o comum é que o bebê receba a proteção contra a hepatite B sempre ao nascer. No entanto, assim que a criança alcançar 2kg, ela recebe um reforço.

Para bebês que nascem com até 33 semanas de gestação, as doses são ministradas ao nascer, com um mês, dois meses e seis meses.

Em relação às crianças que ficam internadas, é preciso verificar a aplicação de vacinas com a equipe médica, porque elas costumam ser ignoradas nesse período por questão de segurança com os outros bebês.

Por isso, vale a pena considerar a imunização de todas as pessoas que entraram em contato com a criança. Assim, há a proteção do recém-nascido.

Quais são as outras recomendações de vacinação para o bebê prematuro?

Muitos pais desejam vacinar contra o rotavírus após a alta hospitalar. O ideal é conversar com o médico da criança, mas é possível fazer a aplicação até o bebê completar 3 meses 3 15 dias de vida.

Por sua vez, a vacina tríplice bacteriana (que protege contra tétano, difteria e coqueluche) do tipo acelular pode ser uma boa recomendação, desde que autorizado pelos profissionais da saúde. De modo geral, a ideia é reduzir a ocorrência de reações adversas. No entanto, essa alternativa nem sempre está disponível na rede pública.

Resumindo: a vacinação em si é pouco alterada pelo fato de o bebê ser prematuro. Porém, existem alguns cuidados a serem tomados e sempre é indicado conversar com o médico antes de tomar uma decisão. Dessa forma, a saúde do recém-nascido está protegida.

O que achou de conhecer mais sobre o calendário de vacina para bebês prematuros? Compartilhe este post e ajude outras mães que também estão na dúvida!

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