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Dificuldades Escolares: Conheça as 5 Mais Comuns

Toda pessoa passa por um processo de desenvolvimento. Boa parte dessa evolução ocorre ainda quando estamos na infância e na adolescência e, por isso, conta com o apoio do ensino formal. No entanto, muitas crianças têm dificuldades escolares. O que fazer nesse caso?

A resposta é bastante complexa, porque existem diversos tipos de desordens que podem acometer um indivíduo. Conhecê-las e entender como podem ser enfrentadas é o primeiro passo para superar esse obstáculo.

É por isso que neste post vamos tratar desse assunto. Nosso objetivo é, principalmente, apresentar os principais tipos de dificuldades e suas características. Então, que tal saber mais sobre o tema?

O conceito de dificuldades escolares

É impossível contar com uma turma homogênea. O mais comum é que uma criança tenha uma curva de aprendizado mais rápida, enquanto outra tem um processo mais lento de apreensão do conhecimento. Porém, ainda existem os que têm problemas profundos, que podem indicar um transtorno.

Além disso, esse diagnóstico só pode ser feito por uma equipe multidisciplinar e com profissionais especializados. Isso porque existem alunos que precisam  de um esforço e atenção maiores, mas têm apenas uma dificuldade de aprendizagem simples, sem cunho neurobiológico.

Os problemas principais, porém, são aqueles que afetam a capacidade do cérebro de receber e processar as informações. Nesses casos, o resultado é o comprometimento do aprendizado.

5 tipos mais comuns de dificuldades escolares e aprendizagem

O transtorno de aprendizado surge com problemas de ordem cerebral, que precisam ser tratados de maneira adequada e por um profissional especializado. As principais dificuldades são as que listamos, a seguir.

1. Dislexia

A principal característica de quem sofre desse problema é a dificuldade de ler e escrever. Nesse caso, o indivíduo disléxico não consegue fazer um reconhecimento fluente e preciso das palavras. As habilidades de soletrar e decodificar também são um obstáculo.

Esse problema é crônico e pode durar a vida toda ou apenas alguns anos. Alguns sintomas que indicam a presença da dislexia são:

  • desenvolvimento tardio ou problemático da fala;
  • transtornos cognitivos, por exemplo, dificuldade de memorização de regras ortográficas ou palavras;
  • falta de atenção e dispersão;
  • comprometimento da fala ou atrasos na capacidade de leitura.

A criança que é diagnosticada com esse transtorno geralmente tem um acompanhamento diferenciado. É comum serem usadas estratégias metodológicas diversificadas.

2. Disgrafia

Os indivíduos com esse problema têm dificuldade de escrever fluentemente e, por isso, cometem diversos erros de ortografia. A formação das palavras é outro desafio.

Em muitos casos, a disgrafia pode ser causada por questões psicomotoras, porque os movimentos corporais são gerenciados pelo cérebro. Os principais sintomas são:

  • dificuldades na formação de letras e na fluência da escrita;
  • escrita de letras muito pequenas, grandes ou de tamanho variável;
  • utilização inadequada de maiúsculas e minúsculas;
  • sobreposição de letras;
  • alinhamento errado e espaçamento inconsistente.

3. Discalculia

Essa é a dificuldade para realizar operações aritméticas ou matemáticas. No entanto, é mais do que um problema com números. Ela costuma envolver conceitos básicos que impactam negativamente todo o aprendizado.

A discalculia pode se apresentar de diferentes formas, como:

  • léxica: é a dificuldade de compreender e ler números, símbolos, equações e expressões;
  • gráfica: consiste na dificuldade de escrita de símbolos matemáticos;
  • verbal: representa os problemas para nomear e compreender os conceitos, os números, os símbolos e os termos;
  • operacional: refere-se aos desafios para completar operações matemáticas e cálculos numéricos, sejam escritos, sejam verbais;
  • ideognóstica: é a dificuldade de entender conceitos matemáticos e realizar operações mentais;
  • practognóstica: é a falta de habilidade em transformar um conceito matemático abstrato para um real. Isso resulta em problemas para enumerar, comparar e manipular objetos.

4. Dislalia

Esse distúrbio impacta a fala e a capacidade de articulação das palavras. É comum haver trocas de palavras por outras semelhantes ou omitir e trocar letras. Um exemplo comum é o Cebolinha, da Turma da Mônica, que troca o “r” pelo “l”.

Os principais tipos de dislalia são:

  • evolutiva: é geralmente normal e corrigida durante o desenvolvimento da criança;
  • funcional: consiste na troca de letras, ausência de sons, distorções ou acréscimo e inversão de letras;
  • audiógena: é a mudança na formação de fonemas em deficientes auditivos, que têm dificuldades em imitar os sons;
  • orgânica: é o caso mais grave, geralmente, porque tende a decorrer de uma lesão cerebral, que prejudica a pronúncia.

5. Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH)

Essa dificuldade costuma ser sobretudo crônica e abranger a hiperatividade, a falta de atenção e a impulsividade. A pessoa pode nascer com o transtorno ou apresentar os sintomas diante de situações específicas, por exemplo, um período de estresse.

O mais comum é que se apresente ainda durante a infância, mas acompanhe até a idade adulta. Além disso, a criança que tem esse problema também pode apresentar outras dificuldades, como problemas de relacionamento, na escola ou no trabalho, e autoestima baixa.

Os sintomas mais comuns são:

  • hiperatividade, comportamento agressivo, impulsividade, inquietação e irritação;
  • esquecimento constante, dificuldades de concentração e falta de atenção;
  • raiva, ansiedade e excitação;
  • dificuldades de aprendizagem acentuadas e sintomas de depressão.

Assim, você deve ter percebido que existe um grande número de dificuldades escolares. No entanto, o indivíduo que possivelmente sofre de uma delas deve ser diagnosticado por um profissional habilitado. Somente dessa forma é possível ter certeza do problema.

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