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Sepse – Uma das prioridades da saúde (em especial os cuidados com as mães e os recém-nascidos)

A Organização Mundial da Saúde aprovou as resoluções apresentadas pelo Conselho Executivo para melhorar, prevenir, diagnosticar além de controlar a sepse. Além disso, foi recomendado que 194 Países-Membros das Nações Unidas, incluindo o Brasil, implementassem medidas para reduzir as mortes e os gastos com infecção generalizada.

A septicemia pode acometer bebês prematuros, tanto quanto as mães no pós-parto e crianças abaixo de um ano que tenha alguma infecção.

Por esses motivos, em 2017 a OMS (Organização Mundial da Saúde) incluiu a sepse como uma das prioridades da saúde, especialmente para os cuidados com as mães e com os recém-nascidos. Além disso, hoje a septicemia é responsável por 25% da ocupação de leitos em UTIs no Brasil.

O que é sepse?

A sepse ocorre quando substâncias químicas são liberadas na corrente sanguínea para combater alguma infecção e  desencadeia inflamações por todo o corpo. Como resultado, isso acaba causando uma série de mutações que danificam inúmeros sistemas dos órgãos, levando-os a falhar podendo as vezes resultar em morte.

Antigamente a sepse era conhecida como septicemia ou infecção no sangue. Nos dias atuais é mais conhecida como infecção generalizada. Sobretudo, isso não quer dizer que a infeção esteja em todo o corpo. Portanto ela pode eventualmente estar localizada em apenas um órgão, mas acaba provocando uma resposta em todo o organismo com inflamações na tentativa de combater o agente causador da infecção.

Quais os sintomas da sepse?

Os sintomas são variados e pode incluir:

  • Febre
  • Dificuldade respiratória
  • Pressão arterial baixa
  • Ritmo cardíaco acelerado
  • Confusão Mental

O tratamento da sepse inclui o uso de antibióticos também fluidos intravenosos.

Sepse neonatal, o que é?

Septcemia

A sepse neonatal se da por uma infecção bacteriana invasiva que ocorre sobretudo durante o período neonatal.

Portanto são vários os sinais de que o neonato está acometido pela sepse, são eles:

  • Diminuição da atividade espontânea;
  • Ausência de sucção vigorosa;
  • Apneia;
  • Bradicardia;
  • Instabilidade térmica;
  • Disfunção respiratória;
  • Vômitos;
  • Diarreia;
  • Distensão abdominal;
  • Nervosismo;
  • Convulsões e Icterícia;

O diagnóstico portanto é clínico e baseado nos resultados dos exames. Além disso o tratamento será feito de acordo com a prescrição médica.

A septicemia neonatal ocorre sobretudo em 0,5 a 8/1.000 nascidos vivos. Além disso, os prematuros, nascidos com baixo peso, função respiratória reduzida ao nascimento, são os que tem maior taxa de ocorrência. Além daqueles com fatores de riscos maternos perinatais, em bebês do sexo masculino e recém-nascidos com anomalias congênitas.

O período de início pode ser precoce (nos 7 primeiros dias de vida) ou tardio (7 dias após o nascimento).

O índice de mortalidade é sobretudo de 2 a 4 vezes maior nos nascidos com baixo peso do que os nascidos a termo. Na maior parte dos casos, a taxa de mortalidade na sepse precoce é sobretudo de 3 a 40% e na septicemia tardia é de 2 a 20%. Estudos mais recentes mostram índices de mortalidade menor.

Sobretudo, a prevenção da sepse em alguns recém-nascidos pode ser feita com a administração de imunoglobulina IV ao nascimento, isso serve para nascidos com baixo peso e de alto risco. Porém, não ajuda nos casos de infecções já estabelecidas.

Sepse neonatal precoce e tardia

Precoce

A septicemia precoce pode ser diagnosticada sobretudo nas primeiras 48 horas de vida com fator de risco materno especialmente relevante para infecção, os fatores de risco são:

  • Trabalho de parto em gestação menor que 35 semanas;
  • Bolsa rota há mais de 18 horas;
  • Cerclagem;
  • Procedimentos de medicina fetal nas últimas 72 horas;
  • ITU materna sem tratamento ou em tratamento há menos de 72 horas;
  • Febre materna nas últimas 48 horas;
  • Corioamnionite (definida sobretudo com a detecção de taquicardia fetal persistente, sensibilidade uterina aumentada, líquido amniótico purulento, além de febre materna de origem inexplicada);
  • Colonização pelo estreptococo B em gestante sem profilaxia intraparto (deve ser pesquisado em todas as gestantes com gestação entre 35 e 37 semanas de acordo com CDC).

Tardia

Na sepse tardia as evidências para o diagnostico aparecem sobretudo após 48 horas de vida. Além disso, pode ser causada por germes do trato genital materno ou considerada de origem hospitalar, quando associada a fatores de risco que são:

  • Prematuridade;
  • Tempo de internação prolongada (maior que 1 semana);
  • Cirurgias;
  • Violar as normas de prevenção e de controle de infecção hospitalar, como a higienização das mãos e desinfecção inadequadas dos ambientes, além da superlotação da unidade, etc.

Caso o RN volte após 7 dias ao hospital devido a septicemia, a infecção é considerada de origem hospitalar.

Fontes do texto: ILASSBP e MSD

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